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Como sua empresa pode ter resultados com o marketing digital

A PKT Desenvolvimento Empresarial realizou mais um encontro on-line no intuito de contribuir com as empresas em meio à pandemia do novo coronavírus. Desta vez a temática abordada foram as estratégias de marketing digital orientadas a resultados. Bárbara Silva, da Verbo Creative Intelligence, e Yulli Bambirra, da Construtora Planeta, apresentaram dicas e soluções que não se se restringem apenas a esse período de Covid-19, mas podem ser colocadas em prática em toda a trajetória das médias empresas – principal foco da live.

 

O encontro foi mediado por Mariana Teixeira, que fez um preâmbulo sobre o propósito da PKT Desenvolvimento Empresarial em melhorar a vida das pessoas, famílias e empresas brasileiras levando conhecimento, alinhamento e harmonia para os negócios.

 

Mariana citou brevemente alguns programas de governança corporativa e de gestão empresarial da PKT antes de apresentar as palestrantes Barbara e Yulli. Com experiencia em mídias digitais e atuantes em Sorocaba, ambas fizeram um bate-papo complementar e abriram espaço para perguntas.

 

Números comprovam importância de estar no digital

Gestora de mídias com 10 anos de experiência, Bárbara Silva disse que, apesar de grande parte das empresas terem a percepção de que marketing digital é algo inalcançável, essa teoria não é verdadeira.

E o ponto de partida deve ser “como usar poucos recursos financeiros e muitos não-financeiros para viabilizar a comunicação de pequenas e médias empresas”. Até porque, hoje, não ter sua marca nas mídias online não é mais opcional.

 

Segundo dados do Hootsuite e do We Are Social, no Brasil as pessoas passam em média 6 horas e 43 minutos do seu dia conectadas. São mais de 205 milhões de usuários mobile, 150 milhões de usuários na internet e 140 milhões de brasileiros ativos nas redes sociais. Se tantas pessoas estão conectadas, é natural que as marcas estejam onde seus potenciais clientes também estão.

 

Mas nem sempre é isso que acontece. Dados do Sebrae apontam cerca de 6,4 milhões de empresas atualmente no Brasil e apenas 49% delas fazem ações de comunicação para alavancar as vendas. Dentro desse porcentual, apenas 60% estão presentes nas redes sociais, 40% no whatsapp e 27% na internet.

 

“Ou seja, por mais que quase metade das empresas – o que ainda é pouco – faça comunicação, elas ainda não entendem a importância da rede social e do whatsapp. Este último, além de ser um canal de venda, é um canal de comunicação muito efetivo e que precisa ser explorado”, diz Barbara.

 

E os resultados são expressivos. Considerando o mesmo porcentual de empresas que exploram a comunicação em mídias digitais, os melhores resultados nos últimos seis meses foram pelas redes sociais (66%), internet (59%) e e-mail marketing (21%).

 

Facebook NÃO está morrendo

Ao contrário do que muitas pessoas preveem, o Facebook, na opinião de Bárbara, não está morrendo. Ao menos não para os usuários – muito pelo contrário, a rede social se preocupa com o usuário a ponto de tornar sua timeline atrativa, de forma que ele veja apenas o que acha relevante.

 

E é justamente a isso que as marcas devem estar atentas: em tornar o seu conteúdo relevante para gerar engajamento. Bárbara também trouxe características das redes sociais mais usadas atualmente no Brasil e para quais objetivos elas são mais indicadas – ou não.

 

Facebook

> Prós: alto potencial de segmentação; alcance à comunidade; mídia com custo acessível; facilidade na mensuração de resultados.

> Contras: alcance orgânico praticamente nulo; conteúdo das marcas com pouca relevância.

 

Instagram

> Prós: taxa de interação alta entre usuários e marcas com uso de hashtags e localizações, por exemplo; diversas opções de interação; ferramenta de venda (e-commerce); número alto de influenciadores ativos.

> Contras: mudança constante dos algoritmos.

 

Twitter

> Prós: acontecimentos em tempo real; boas ferramentas de segmentação e análise; excelente para ações de segunda tela; alto poder de repercussão.

> Contras: baixa inovação nos formatos de anúncios; baixo alcance; crises por má interpretação de conteúdo.

 

Youtube

> Prós: excelente ferramenta de busca; alta performance de distribuição de conteúdo orgânico; grande presença de influenciadores; usuários dispostos a consumir conteúdos longos.

> Contras: alto investimento na produção de conteúdo.

 

Mas Bárbara faz um alerta: mais importante que entender de redes sociais é conhecer o seu público, porque “quem vende para todo mundo não vende para ninguém”. Entender o perfil de um potencial consumidor é essencial para ser mais assertivo. “Ninguém sabe mais do seu negócio do que você. Então combine o conhecimento que você tem de seus clientes com o conhecimento das máquinas sobre eles para alcançar suas metas do negócio”, diz Bárbara. Entre os riscos de não saber quem é seu público, estão:

 

  • Engajamento fraco;
  • Investimentos desperdiçados;
  • Pouco espaços no mercado de atuação;
  • Resultados abaixo do esperado.

 

Bárbara concluiu sua explanação inicial falando sobre os serviços do Google e algumas ferramentas gratuitas que podem – e devem – entrar no radar das pequenas e médias empresas, como o Leetags, o Opinion Box e o Answer The Public. E ainda falou sobre posicionamento das marcas diante da pandemia do novo coronavírus e/ou de assuntos polêmicos.

 

Omnichannel: a comunicação 360º

 

A gerente de marketing da Construtora Planeta, Yulli Bambirra, trouxe uma apresentação complementar à de Bárbara e abordou a importância do omnichannel – estratégia de uso simultâneo e interligado de diferentes canais de comunicação, tanto online quanto offline.

 

Com base em sua experiência no segmento imobiliário, exemplificou com os canais em que a Planeta tem presença. No online, Facebook, Instagram, LinkedIn, Pinterest, Google, Whatsapp e Podcast; no offline, rádio, TV, outdoor, jornal e out off home (padarias, shoppings, pontos de ônibus, elevador, etc.).

 

“Como o segmento da construção civil é considerado atividade essencial pelo governo durante a pandemia, não nos adaptamos, mas aprimoramos os nossos canais visando manter o padrão de qualidade em atendimento e os resultados comerciais”, diz Yulli.

 

A gerente de marketing falou sobre as redes sociais, crescimento orgânico, estudo de palavras-chave, algoritmos e ensinou como trabalhar listas primárias e secundárias para ranqueamento do Google.

 

Ferramentas gratuitas nas mãos das empresas

Yulli deu várias dicas de automação com ferramentas gratuitas para que as empresas possam fazer o próprio marketing digital – sem necessariamente contar com um departamento estratégico para isso. Confira algumas delas*:

 

  • Para gerenciamento de tarefas na organização do dia a dia e na gestão de equipes e fornecedores: Trello.
  • Para disparos de e-mail marketing: Mailchimp (12 mil disparos gratuitos) e Sendinblue (9 mil disparos gratuitos).
  • Para gerenciamentos das redes sociais, agendamento de posts, relatórios, respostas automáticas por inbox, direct e Whatsapp: Mlabs e Hootsuite.
  • Para criar designs gráficos para mídias sociais, apresentações, pôsteres e outros conteúdos visuais: Canva.
  • Para criação e edição de sites: Wix/wordpress.

 

Para encerrar, Yulli também recomendou cursos de qualificação da Goobec, RDStation, Blueprint e Rock University, mostrando que é possível se qualificar em marketing digital caso não haja um especialista na empresa, sempre com atenção ao omnichannel.

 

Ao final do encontro, Bárbara e Yulli responderam a perguntas sobre o Growth Hacking, a frequência ideal de postagens em redes sociais e como fazer para que sua empresa esteja na primeira página do Google. Quer saber esta e outras dicas? Acesse a íntegra deste bate-papo on-line aqui.

 

*Os dados apresentados, assim como funcionalidades das plataformas, podem apresentar alteração.