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Sua empresa caminha para a Indústria 4.0?

As duas primeiras revoluções industriais transformaram a vida das pessoas com as produções em massa, as linhas de montagem, a geração e distribuição de energia e os meios de transporte eficientes. Depois, a era da internet uniu – e ainda une – máquinas inteligentes e análise computacional avançada na chamada terceira Revolução Industrial.

Mas, os processos de produção acelerados e ainda mais eficientes, possíveis graças a inovações tecnológicas, colocaram no passado as fábricas criadas na Inglaterra do século XV e até mesmo as que vêm a internet como algo de vanguarda. Vivemos hoje uma nova transição e estamos no início da quarta revolução industrial, a chamada Indústria 4.0.

Os desafios para a economia brasileira ainda são grandes, principalmente para as indústrias, que vêm enfrentando adversidades. Mas, dados apontam que esta é uma oportunidade para o país e, consequentemente, para os empresários por aqui.

Segundo estimativa da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a migração da indústria para o conceito 4.0 será de 73 bilhões/ano. A economia envolve redução nos custos de manutenção de máquinas, consumo de energia e ganhos de eficiência.

 

Mas o que é Indústria 4.0?

O conceito Indústria 4.0 é associado à teoria da quarta revolução industrial, com base em como a tecnologia irá aumentar a produtividade e lucratividade de um negócio em um momento de disrupção.

Essa nova fase é impulsionada por um conjunto de tecnologias inovadoras como big data, internet das coisas (IoT), cloud computing, realidade aumentada, impressão 3D, robótica, inteligência artificial, biologia sintética, entre outros.

A quarta revolução industrial, portanto, faz a conexão entre o mundo digital, o mundo físico, que são as “coisas”, e o mundo biológico, que são os seres humanos. E para que esse relacionamento prospere, usa esses conceitos tecnológicos em convergência. Vamos explicar em resumo alguns deles.

  • Manufatura Aditiva: também conhecida como impressão 3D, usa material para fabricar objetos formados por várias peças.
  • Inteligência Artificial (IA): robôs e softwares que buscam simular a capacidade humana de raciocinar, tomar decisões e solucionar problemas.
  • Internet das coisas (Iot): possibilidade de conectar objetos físicos à internet.
  • Biologia sintética: novos desenvolvimentos tecnológicos nas áreas de química, biologia, ciência da computação e engenharia. Permitem a construção de novas partes biológicas como enzimas, células e circuitos genéticos.
  • Sistemas Cyber-Físicos (CPS): fusão entre os mundos físico e digital. Todo objeto físico e os processos físicos que dele ocorrem – uma máquina e uma linha de produção, por exemplo – são digitalizados.
  • Big Data: termo em Tecnologia da Informação (TI) que trata da análise e interpretação de grandes volumes e variedades de dados.

 

Grande desafio para o Brasil

Há países com alto potencial para o futuro da indústria e outros que ainda estão distantes da corrida para a quarta revolução industrial, principalmente os que veem a mão-de-obra barata como vantagem competitiva.

O Brasil ainda engatinha com os novos modelos de negócios trazidos pela disrupção tecnológica, mas o país tem potencial para melhorar sua posição nesta nova economia. Isso porque houve um crescimento do PIB de 3% em 2019 e os bens de capital e de consumo duráveis lideram a retomada industrial.

Os empresários precisam enxergar na Indústria 4.0 uma grande oportunidade e criar indústrias para o futuro.

 

O que minha empresa ganha?

Engana-se quem pensa que apenas grandes empresas se beneficiam com a Indústria 4.0. Independente do porte do seu negócio – pequeno, médio ou grande – as principais inovações tecnológicas referentes à automação, controle e TI trazem inúmeras vantagens aos processos de produção.

Uma delas é o acesso a informações reais e precisas, com a análise de dados feita em grande velocidade. Outra, é que o sistema virtualizado pode prever com mais precisão a necessidade de manutenção nos equipamentos que são utilizados nas empresas e indústrias, o que implica em ganho de tempo, redução de custos e melhores resultados.

Redução de paradas na produção, otimização de custos operacionais, redução no número de operadores e máxima performance dos equipamentos também estão entre os benefícios que as empresas preparadas para essa disrupção tecnológica ganham. E somente as que derem esse grande passo irão se manter lucrativas nos próximos anos.

 

Gestão 4.0

Quem quiser garantir um espaço nas fábricas do futuro terá que aderir, também, à chamada Gestão 4.0 e desenvolver novas habilidades. Nesse novo conceito – atrelado à Indústria 4.0 – a administração deve atender às exigências competitivas do mercado com automatização do produto, integração de todos os setores do negócio e virtualização dos processos.

As empresas que investirem na inovação proposta pela Indústria 4.0 devem estar abertas às mudanças e ter flexibilidade para se adaptar às novas funções. Afinal, os profissionais não irão exercer apenas uma função específica, mas terão que dominar todo o processo produtivo. Será necessária, portanto, uma aprendizagem multidisciplinar contínua.

Para auxiliar na capacitação profissional e estar à frente das inovações tecnológicas, instituições renomadas oferecem cursos com professores antenados e conhecimento diferenciado que visam atender à necessidade das empresas. Para quem quiser começar a migrar sentido às mudanças necessárias para se adequar a esta nova realidade, vale a pena conhecer esse roteiro de transformação digital.

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